domingo, 25 de dezembro de 2011

   Não há nada na vida que não valha a pena; mesmo as decepções, as tristezas, a solidão; de alguma forma acrescentam, se deixam mais forte não sei, porém calejados com certeza- já que calejado é mais resistente por quê não mais forte?. Que seja, estou vivo; sinto, choro, sonho, vivo...

   Jahmatt-luz
   Escrevo porque me apetece, me alivia a alma, me enriquece de alguma forma, me sinto de fato livre; forma única de expressão fiel; só você e você custe o que custar, só você e você, mesmo com lágrimas.

   Jahmatt-luz

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

   A vida - falo da minha, um logarítimo novo, uma equação ainda não conhecida, um novo dna ainda em
ativação porém já conhecido, o que esperar? Tempos melhores, com certeza.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

   Podemos "não gostar" de alguém por vários motivos, um deles com certeza é o reflexo; quando nos vemos no outro. Nem todo mundo gosta de espelhos.

   Jahmatt-luz

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

   Não há vitória na tristeza nem se colhe frutos doces da solidão, cultivo com prazer o silêncio, mas ainda assim divido- com o mesmo prazer, o teor dos meus sonhos.


   Jahmatt-luz

terça-feira, 1 de novembro de 2011

   Quando chegar e se acercar de ti a solidão, quando te parecer tudo um grande vazio, lembre-se de você; o único perfume, a única respiração, o único calor, a única presença- você, mesmo que só sempre você, único.

   Jahmatt-luz
   Te escolhi pra saber de mim antes de mim, somos verdadeiros, sem máscaras, nus porém
protegidos por nós mesmos.

   Jahmatt-luz
   O vento frio me lembra que estou vivo apesar da sensação de ausência, essa que me persegue, teima em me abraçar e nego.

   Jahmatt-luz

sábado, 22 de outubro de 2011

   Quando a dor passar e as feridas cicatrizarem, ao nascer novas asas com certeza alçarei vôo novamente, novos horizontes me esperam.

   Undarah/Jahmatt-luz
   Do desencanto nasce uma nova chama regada pela esperança, essa que nunca morre, de fato, nunca morre; sonhos deveriam ser eternos...

   Jahmatt-luz

sábado, 15 de outubro de 2011

   Penso que definitivamente fui adotado pela noite, logo- notívago sou, o dia me serve de esconderijo
já que não durmo. Dormir, apenas um verbo.

   Jahmatt-luz
   Não há lugar para mesmismos na vida tal a dinâmica que a envolve- a não ser que os criemos.

   Jahmatt-luz

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

   Perco por vezes a sensatez dos pensamentos equilibrados e percorro os labirintos da mente- eufórica, inquieta, exausto me deparo com a saída; o coração que, ao contrário do que muitos pregam, é o que
apresenta, incita e abraça sem cobrar qualquer resultado.

   Jahmatt-luz   13.10.2011  02:48am
   Me peguei pensando; Quantas vezes tive colo para descansar dos pensamentos e, quantas vezes ofereci o meu?, me senti grato por existir e, mesmo que pareça desigual, tive o retorno, não esperado, porém sabido, oportuno.

   Jahmatt-luz   13.10.2011  02:23am

terça-feira, 11 de outubro de 2011

   Independente da multidão que uiva e se estabelece, outros seres pairam em dimensões outras -não
por obrigatoriedade, apenas uma escolha.

   Jahmatt-luz

sábado, 8 de outubro de 2011

   Banalizamos o amor; um pouco mais de atenção diferenciada e, "estamos apaixonados", me
coloco na situação não por experienciar, mas por presenciar e ser motivo muitas vezes de tal
falta de amplitude. Momentos são importantes, com certeza, pois são partes do quadro maior na
existência porém, há que se valorizar adequadamente cada um deles.
   Não é uma regra, tampouco uma lição a ser aprendida; as experiências são válidas, trata-se
apenas de um pensamento, uma viagem.

   Jahmatt-luz  07.10.2011  02:59pm
   Quem privilegia o monólogo não faz trocas de sentimentos, não aprofunda vínculos, nem recebe afeto,
porque está fechado em si mesmo, pode ser até simpático, muitas vezes prestativo, mas em franca solidão.

Wilmer Botura Jr.  (Agressões silenciosas)

   Jahmatt-luz
   Quando adolescente curtia estar entre multidões, aglomerados- de preferência "não inertes", observava
a movimentação por horas.
   Quanta solidão presenciei...
   Hoje, não mais um adolescente -pelo menos por fora, vejo que pouco mudou; ainda curto estar incógnito
entre multidões, mas sofro com tanta solidão ainda presente; disfarçada, máscaras mil, porém inequívocamente transparente a olhos treinados pelo tempo.

   Jahmatt-luz   07.10.2011   02:45pm

terça-feira, 4 de outubro de 2011

   Ainda sonho com dias melhores e alimentos meus sonhos todos os dias.
   Não fossem as estrelas já teria desistido pois, se vestem de luz a cada dia,
independente dos observadores.

   Jahmatt-luz
   A alcatéia se forma e rosna desesperada, sozinho busco a saída. Alguém me sorri, um sorriso ingênuo- não sei até que ponto, viajo, briso, vale a pena tentar, estou vivo.

   Jahmatt-luz
   O sorriso usual e sem graça já se tornou parceiro, a alegria disfarçada é companheira constante, são
só momentos, como tudo; só momentos, hão de passar como tudo passa- até a admiração e o amor
não correspondido.

   Jahmatt-luz

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

   Outras primaveras virão com certeza; coloridas, belas ,como é peculiar às primaveras.
   Não te desejo mal, apenas não te desejo mais.

   Jahmatt-luz

domingo, 2 de outubro de 2011

   Sinto a raiva que não quero sentir, o desgosto que não me pertence me absorve, ando em busca de uma saída rápida, algo que me proteja; descubro de repente que a saída está muito perto, sou eu mesmo a saída.

   Jahmatt-luz
      Amigos não ferem nem matam, se ferem ou matam não são amigos; egoístas, hipócritas. Por isso
gosto de andar sob a chuva- a exemplo do sol, não exclui ou escolhe, abrange a todos.

   Jahmatt-luz
   A noite sem pressa se faz presente, a solidão aos gritos se declara. Estar só dói, machuca; saio,
ando sob a chuva que me aceita sem perguntas.

   Jahmatt-luz

domingo, 18 de setembro de 2011

   Não me deste a graça da tua inocência, já te descobri com pensamentos próprios, ainda assim
me acolhes nos meus aparentes devaneios.

   Jahmatt-luz
   É noite, a solidão me abraça de novo com o mesmo sorriso sem alegria.

   Jahmatt-luz
   Paisagem linda, discordante - discordante por ser linda já que é paisagem minoria. Momentos
intensos sem agressão, por que não dizer "misteriosamente saborosos", com gosto de algo que se conhece
e não se lembra. Pluralidade que não machuca a quem a ela se entrega e respeita. Crianças
rolando no gramado íngreme me chamam a atenção e sorrio o sorriso sem compromisso. Do
violão a "respiração sonora" acalma e abraça qual mãe no amor sempre existido. O sol, desde sempre
benevolente, acaricia e o perfume das árvores, todas elas, embebedam o sentido.
   Da companhia não há o que dizer, me delicio com a presença, o cheiro, a respiração, os olhares, os
sorrisos, a boa conversa e a transparente satisfação de estar no lugar e momento certos.
   Um presente.
                                         
  
   Jahmatt-luz   17.09.2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

   A noite me invade a mente com detalhes agora longínquos, o passado não me pertence- apenas parâmetros; não devo seguir os mesmos caminhos mesmo porque, não existem mais.
   Toda reconfiguração elimina detalhes, importantes ou não.

   Jahmatt-luz
Não me banho em águas mornas; são quentes ou frias, sou de extremos apesar de venerar o caminho do meio. Rebelde talvez, quem sabe...

 Jahmatt-luz

terça-feira, 13 de setembro de 2011

   Domingo, folga, dia frio e com garoa fina, saí pra andar sem compromisso ou destino estabelecido, sempre gostei de andar, em dias assim mais ainda. Andando e "viajando" em pensamentos mil, de repente fui presenteado; em sentido contrário vinha um casal, de meia idade, abraçados e trocando ósculos maravilhosamente gentis, ao passar por mim, um outro presente; ele dizia: " Eu só quero que o nosso amor cresça cada dia mais ", não tenho como descrever o que senti, fui tomado de uma alegria tão grande que me pareceu - se tiver que " ir agora " vou feliz e completo. Bem, não aguentei reter aquela alegria toda, tinha que
falar com ele e falei, agradeci por estar ali, por presenciar o amor em pleno curso e pelo privilégio de estar vivo pra continuar acreditando em dias melhores. O amor existe sim, pode acreditar.

   Jahmatt-luz
  

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Lara

   Queria te ter comigo agora, estou junto a águas claras como Lara.
   Os pés puros pisam a areia e sinto saudade do perfume que não
conheço.

   Jahmatt-luz
   Estive à deriva não por acaso, remetido fui com endereçamento completo.
   Nem sempre a rosa- mesmo bela, nos remete a sonhos tranquilos.

   Jahmatt-luz
   Ainda que a noite seja longa acredito no amanhecer- porque é puro, constante, fiel.

   Jahmatt-luz

Os dois

   Sinto prazer no vosso cansaço, não pelo cansaço em si, mas pelo que são; resolvidos,
incansáveis sim, de encontro aos vossos objetivos.
   A cada passo que se dá com conhecimento, maior a luz no fim do túnel.

   Jahmatt-luz
  

Ele

   Tua tenacidade me causa orgulho, orgulho que muitas vezes não tenho de mim mesmo,
mas agradeço pelo momento; a vida me dá o privilégio- da tua companhia e do teu sorriso
ainda que com alguma raridade.
   Generoso e ao mesmo tempo absoluto em tua racionalidade, me encanta a frieza que te
protege como armadura, criada essa como se pelas tuas próprias mãos.

   Jahmatt-luz
  

Ela

   Fortaleza é em tão tenra idade, força igual é rara, mesmo na mais intensa batalha
permanece sóbria, igual, honesta a si mesma.
   Ainda quando chorei a sua ausência- por motivo a mim vão, não tive coragem
pra te culpar ou absolver; te amei mais ainda por ser quem é: indecifrável.
   Me deste o prazer da tua firmeza e consolo e, por ter me enxugado as lágrimas,
sou grato.

   Jahmatt-luz
   Não cabe mais a mim o soluço contido nem o uivar do lobo solitário já que, a tua
presença é apenas e tão somente passado.
   Seus olhos...
   Morta és como morto sou e basta.

   Jahmatt-luz
   Descobri que não se morre por falta de outrem; só se morre pela ausência de si mesmo.

   Jahmatt-luz

Guerreiro

     Não dá a ninguém o seu direito e nem permite que se torne vã a sua vontade.

      Jahmatt-luz

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

   É Domingo, me dirijo ao trabalho- trabalho alguns Domingos no mês, o frio é cortante e a garoa fina,
daquelas que encharcam, acentua a sensação.
   Ando devagar -aprendi, as avenidas quase vazias me dão certo prazer pois ouço poucos alheios
pensamentos, poucos olhares a me prescrutar.
   Ouço repetidamente uma música triste, mas que me deixa bem.
   Tenho tempo.

   Jahmatt-luz
   A hipocrisia é como uma esteira num movimento que não se pode acompanhar; mais hora menos hora
ela vai te derrubar. Se ao redor estiverem incautos, com certeza também sofrerão o impacto da queda.

   Jahmatt-luz
   Já é madrugada e não durmo, formigas passeiam pela mesa e o cheiro do alho já descascado impregna o
ambiente. Não fosse o ruído da geladeira o silêncio seria total.
   Uso fones de ouvido e ouço do celular, acredite quem quizer, Black Sabbath, até queria ouvir algo mais
"suave", mas me traria lembranças e tristeza; deixo assim mesmo.
   Resoluto e já ciente só vou me deitar bem mais tarde; solidariedade com alguém que amo e que nesse
horário ainda trabalha.
   Ainda que só, me sinto acompanhado; a insônia me abraça os ombros.

   Jahmatt-luz

sábado, 20 de agosto de 2011

   Apesar do sorriso raro sinto falta da alegria de ter o "point" que
me dava prazer, amizades inconstantes e o ganho necessário.

   Jahmatt-luz
   Guardo em local secreto as questões que me abrasam
   e sinto o cheiro forte da covardia alheia.

   Jahmatt-luz
   Sorvo cada gota dessa mistura amarga, solidão e tristeza.
   Embrutecido me torno e o gélido torpor me favorece.
   Trajo vestes leves, o peso existente já basta.

   Jahmatt-luz
   Diante do espelho entristeço, não me reconheço.
   Sobraram os olhos que sempre foram tristes;
   refletem a alma que já sabia.

   Jahmatt-luz
   Da lua plena absorvo a luz, seu brilho me encanta, inebria.
   A intensidade me invade, me sinto leve, livre...
   Lá dentro com pessoas agradáveis a energia é a mesma,
   leve, livre; queria mais, mais tempo com eles.

   Jahmatt-luz

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

      Quem sabe a vida me reserve mais algumas surpresas,
da última, só pesar...

   Jahmatt-luz
   Não me atenho a nada e de tudo faço parte.

   Jahmatt-luz
   Dormir sei que não vou já que a rotina não existe.
   Quem dera tivesse o sono das crianças, sem peso;
apenas descanso.

   Jahmatt-luz
   Das brumas segue o desvelo, e as manhãs já descortinadas.
   Nem sei mais o que sinto, se afeição ou horror, meu coração
já não me responde de tanta dor.

   Jahmatt-luz

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nos poços

     " Primeiro você cai num poço. Mas não é ruim cair assim num poço de repente?
    No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço.
    A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço.
    O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem
    fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói.
    A gente não  morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói?
    Morrer não dói. Morrer é entrar noutra."

                                                                         Caio Fernando Abreu

    Jahmatt-luz
   Lavo meu rosto com sabão em pedra, o tanque -este mesmo de lavar roupas, me sorri
com sorriso extravagante. Não tenho como descrever o sentimento, estou completo, até
exigente eu diria. Me cobra o sorriso a água fria e o sabão de "perfume" não agradável.

   Jahmatt-luz
   A mesma fronte que à luz da lua brilha, sob o calor do sol é luzidia, que
diferença há? nenhuma, todos iguais a cada dia...

   Jahmatt-luz
   Da palidez absoluta à tez que se desmancha ao suor, nada muda, tudo é.
   Seres sem identidade única e ainda assim únicos, todos com o mesmo fim;
   invólucros...

   Jahmatt-luz
   Não me apetece o olhar profundo; aquele que lhe prescruta a alma, nem o
sorriso largo; típico dos inseguros. O meu franzir de testa é legítimo, não me
importo com as rugas, prefiro tê-las ao desfigurado ser que não se aceita.

   Jahmatt-luz
   Renuncio à noite e à escuridão pois me tolhem escrever já que as palavras
me caem como uma cachoeira.
   Quizera ter olhos sempre claros comos os felinos, escreveria até nos momentos de profundo sono.

   Jahmatt-luz

terça-feira, 16 de agosto de 2011

   Penso em correr, fugir, mas pra onde, sem destino?
   Não me satisfaz; quizera saber pra onde, pra quem.
   Já não me sinto feliz com o "trecho", quero e preciso-
pelo menos por enquanto, de um lugar seguro; sombras
ainda me perseguem e em campo aberto me torno vulnerável.

   Jahmatt-luz

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

  Não possuo a (aparente) sapiência dos acadêmicos, apenas escrevo. Faltam-me os
vocábulos perfeitos e as concordâncias com esmero expressas; apenas escrevo o
que sinto, é simples assim; apenas escrevo o que sinto. Se de triste, sombrio ou
depressivo me batizarem; o que há de se fazer, não me dou à hipocrisia.

  Jahmatt-luz
  Não fosse o ruído entre panelas e o calor da cozinha, minha mãe atarefada a preparar
a comida, nem do alimento me lembraria. Me falta o apetite, aliás, não tenho prato
preferido nem me recordo de quando tive. Preocupava-me mais em atender e me fartar
da alegria de, poder ver nos olhos "dos meus" a mesa farta, no início, meio e no findar
do dia.

  Jahmatt-luz
  Melancolia, abraço-te como um filho, estende-me as mãos vazias, frias, ás vezes
mornas, porém, jamais cálidas. Reparto entre ti e a tristeza a companhia e choras
comigo a ausência e a perda.

  Jahmatt-luz
  O som suave do talher ao tocar a louça interrompo, o rítmo se perde e a nota que viria
a seguir - já que também é música, se perde. Batimentos no peito se aceleram por questões
vãs, típicas dos alienados. Me recordo de *Edgar Alan Poe e depois de Belchior - com
divina inspiração; "Nunca mais".
*O Corvo

Jahmatt-luz
  Quem dera voltassem as promessas e articulações pelo futuro "diferente", para as
quais eu exclamava em alto e bom som " amo e sou apaixonado". Arrependimento?
Não, penso em falta de amor próprio. Não posso deixar de citar Jorge Luis Borges,
" O perdão purifica o ofendido não o ofensor, a quem quase não afeta".

  Jahmatt-luz
Vivendo as oscilações pertinentes ao momento, volta e meia nem a
sombra das árvores me causam conforto.
A brisa já não me arrefece, depois a madrugada, já com a ausência
do calor típico do dia, insiste em fazer-se vã.

Jahmatt-luz

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

   A exatidão dos sentimentos me toma de assalto e me assusto. Insights me alvejam aos milhares.
   É como uma torrente de luz a me elucidar. Tudo fica muito claro, faz sentido, dimensionado, os
por quês desaparecem. Pena que a ocorrência ainda ande a passos lentos, com certeza não estou
pronto para a exposição duradoura.
   Sofro mais um pouco, retornam os por quês...

   Jahmatt-luz  02;30 am

terça-feira, 9 de agosto de 2011

   Não me pesam as pálpebras mas o cansaço me lembra que o  repouso é necessário.
   Sinto falta da cama que me acolhia como um colo e das noites que me traziam os
 sussurros do mar próximo.

  Jahmatt-luz  03:20 am
   Não me tenham como amargo - apesar da amargura - ou infeliz; apenas
 exponho a minha, ainda gritante, incapacidade em entender os " meus
 semelhantes"...

   Jahmatt-luz  03:15 am
   Penso que descobri o motivo do meu momento atual; conta minha mãe que à época
 em que nasci -sertão - as mulheres apanhavam para dar a luz, forçava-se o esforço
 para fazer vir o "ser". Com certeza minha alma sabia do que estava por vir, protelou
 por horas...

   Jahmatt-luz  03:10 am
   Segundo meu pai, nasci a dois dias da primavera - minha mãe discorda, afirma ser o dobro -,
 tanto faz. Talves isso explique porque sinto tanto frio; era inverno...

   Jahmatt-luz  03:05 am
   Não procuro ser aceito nem lembrado, faz parte do passado.
   A lisonja me causa náuseas pois, - com respeito às excessões -
 normalmente está de braços dados com a falsidade.
   De "sorrisos amarelos" estou farto e não suporto mais os
 abraços de meio corpo.
   Já nem procuro os "diferentes", sei que aparecerão no momento
 certo.
   Os "loucos" me atraem pela sanidade que transpiram.

   Jahmatt-luz  03:00 am
   O eremita - penso - é sábio poque é só, mesmo não tendo nada o nada se torna tudo; é
 tudo seu, sem concorrência, sem cobrança, livre para doar a si mesmo se necessário for.

   Jahmatt-luz  02:50 am
   Dizem que se a vontade for suficiente forte o desejo se realiza, penso então que devo estar
 atrelado a uma missão muito importante que me "cobra o passado longíquo" ou, sou  muito
 necessário como peça de um quebra-cabeça que precisa ser montado "agora".
   A insônia me faz companhia  com todas suas consequências que me esperam ao amanhecer.

   Jahmatt-luz  02:40 am
   Tenho pressa não sei pra que, sinto saudade mas não sei de onde; tenho apenas a
 certeza que não sou daqui, quero voltar e não sei como.
   Sinto a necessidade de passos firmes, me sentir; ser especial que sou; amado além
 de qualquer medida.

   Jahmatt-luz  02:30 am
   Apesar de todos os esforços havia uma inquietação que se fazia sentir como o ar; sutíl, sóbrio,
 necessário.
   O que há de vir, como virá, que aparência terá?
   Mal sabia o ingênuo em seu mundo "perfeito"; viria absurdamente diferente de tudo que imaginava,
 totalmente contrário; violento, cruel e acreditem; instrutor.;

   Jahmatt-luz  02:10 am
   Me deram costas largas e atribuem a mim suas mazelas; escondem-se à sombra do meu manto
 por  hora em trapos.
   Covardes, não assumem seus próprios caminhos - escolhidos com detalhes sórdidos e traiçoeiros-,
 esqueceram que há leis que não se subordinam nem aos mais profundos apelos; são leis.

   Jahmatt-luz  02:00 am

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

   Sob uma árvore maravilhosamente simétrica, linda, sinto a carícia do vento, viajo...
   Outrora com essa mesma semelhança de brisa a areia me roçava como uma amiga me dando as boas vindas...

   Jahmatt-luz
   Desconfio de todos os olhares, coração fechado.
   Não sinto a proximidade, perfumes não mais me inebriam,
o toque, a pele, nada me dizem.
   O beijo sem gosto não me encanta, de fato, morri...

   Jahmatt-luz
   Ah o calor; boas novas, disposição a mil, reencontros, sorrisos e brisas, muitas brisas.
   Help  me please!

   Jahmatt-luz
   O frio se faz necessário, deixa alerta, enrijece, fortalece, valoriza cada passo da caminhada.
   Estou frio, enrijecido, alerta...

   Jahmatt-luz

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

   As "perdas" que lamentamos tornam-se "ganhos" quando nos tornamos senhores de nós mesmos.
   Flutuando entre as emoções e sentimentos, tal qual quando nos lançamos ao mar ou nos envolvemos ao vento; não nos tornamos mar ou vento, porém, gozamos da sensação de ser e estar, paralelos, vivos, vivos...

Jahmatt-luz

sábado, 30 de julho de 2011

  Pelas calçadas cheias de obstáculos, humanos ou não, caminho entre a multidão estressada.
  Invisível, apenas minhas tatuagens se permitem ver, magnífica essa sensação; estar e não ser
percebido, apenas as crianças, por serem crianças, me sorriem com a pureza das árvores.

Jahmatt-luz

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Meu corpo, invólucro inacessível.
Nem tosco nem perfeito, apenas "meu" corpo;
Único, presente, latejante.
Surgirá alguém com merecimento...

Jahmatt-luz
Não houve choro na sua morte; apenas o silêncio, frio como a lápide que o identifica.

Jahmatt-luz

terça-feira, 26 de julho de 2011

  A ausência me causa "pânico", síndrome de abstinência descobri a pouco, também ocorre,
a depressão já não me preocupa -parceira- apenas me acalenta, é o que sobrou...

Jahmatt-luz
  As pontes foram criadas para "encurtar" distâncias mas, o pensamento não precisa de pontes: posso e
estou aqui, alí, acolá, sem pontes...estou perto, acredite...

Jahmatt-luz
Permaneço em silêncio ainda que o grito esteja atravessado na garganta e o peito pareça querer explodir,
permaneço em silêncio...

Jahmatt-luz

segunda-feira, 25 de julho de 2011

  Foi morto lentamente com requintes de crueldade, exposto em praça pública, humilhado, as vísceras à mostra declaram o constrangimento.
  Não houve piedade, sequer a sua prole foi poupada, hipócritas, amantes de si mesmos, mentirosos   e
cruéis, maquinaram contra ele às escondidas, encontros furtivos típicos dos que se esgueiram por becos
fétidos, fétidos por serem usados pela escória.
  Frios, egoístas, "espíritos opacos", riram dele com prazer, psicopatia?
  O "golpe de misericórdia" que terminaria o sofrimento, não fez o seu trabalho; agonizou ainda por um
tempo que parecia sem fim, meses de dor latejante, enfim, após a impressão que se levantaria entre os
restos, não resistiu. Resta a lembrança de dias ensolarados e sorrisos espontâneos, só lembranças...

Jahmatt-luz

domingo, 24 de julho de 2011

  Li em algum lugar: " A vida é como uma viagem de trem" , ocorrem embarques e desembarques nas várias
estações ao longo da viagem.
  Penso que "alguém" desembarcou na estação errada, o trem continua a viagem...

Jahmatt-luz
  Papel e caneta, escrever, nada melhor pra desabafar; não acusa, não cobra, não critica, não julga,
apenas se deixa conduzir, aceita.

Jahmatt-luz

sábado, 23 de julho de 2011

  Não tenho medo da morte e a cada dia me acho mais "achegado" à solidão, logo, penso que
os sentimentos se moldam conforme as situações se mostram.

Jahmatt-luz
Perambulo pela noite fria, outrora havia prazer na caminhada...
Os sentidos pedem pelo ambiente quente que me abriga mas, nego...
Tenho e sinto, como uma necessidade, sentir esse frio, essa ausência
de conforto, quiçá pra me fortalecer.


Jahmatt-luz

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O silêncio é uma explosão; necessária, silenciosa, desconhecida...

Lara/Jahmatt-luz

Silêncio

Esse silêncio..., me frustra e me protege; estou em silêncio a tanto tempo que já vejo ele gritar, ouço..é como se já me expulsasse de algum lugar - só dele - ...

Lara/Jahmatt-luz

segunda-feira, 11 de julho de 2011

  Se a tristeza quizesse um nome eu daria o meu a ela, se quizesse vestes,com certeza as minhas seriam dela, mas, me pede o coração...que preço...

  Jahmatt Luz
  O bobo da corte jaz em algum lugar obscuro e desconhecido, talvez alguem sinta a ausência, da minha parte: "Já foi tarde..."
  O palhaço removeu a maquiagem e, se nega a fazer sorrir, principalmente os que o brindaram com a maior
das tristezas...a da alma.

  Jahmatt Luz
Tomou-me de surpresa a sensação; firme, plena e, até certo ponto arrogante face a total certeza
da missão a cumprir.
Envolvo-me na atmosfera iluminada e serena, pareço sonhar, quem dera fosse, acordar pra quê?
Vou partir, um lugar desconhecido me espera, alguns dias me separam de um amanhecer ainda
por descobrir, mas não são assim todos os dias aqui ou acolá, sempre um amanhecer ainda com o
dia "desconhecido"?.

Jahmatt Luz
  Jamais tenha como certa a brincadeira com sentimentos do outro, o outro, ainda que não
  tenha como clara a dimensão do próprio sentimento, vai acordar...

  Jahmatt Luz
  Escrevo pra quem não me ouve, sequer lê meus desabafos...
  Ainda assim, sendo repetitivo, continuo a desabafar.
  Não há mais caminhos largos ou estreitos, são só caminhos
  a trilhar...insisto e troco as sandálias, em algum ponto da estrada
  vou encontrar uma sombra sob uma árvore irmã e, nos
  tornaremos prazeirosos  com a presença e o sentimento de
  recíprocidade, ainda que passageiro...

  Jahmatt Luz
  No momento, até a minha mente ludibrio; quem sabe de mim senão eu?
  Nem sei tanto assim, tento saber, conhecer, vislumbrar...o "pouco" que
  penso saber ás vezes me parece pouco demais...
  Sofro, procuro, nem chorar posso mais, falta privacidade, já que,as
  lágrimas não são bem vindas - dão a impressão de fraqueza - , ledo
  engano, os fracos não possuem a coragem necessária para chorar.

  Jahmatt Luz
  Meu coração não bate igual ao seu, mesmo porque é único...essas diferenças...
  Quiçá batesse, talvez a história tivesse um outro desfecho...
  Quem me dá guarida nos meus arroubos de aparente insanidade? É ele, arredio,
já sem confiar, porém, amando, amando até a improbabilidade, da sua própria
natureza, amando...

   Jahmatt Luz
  Apesar dos passos lentos e, volta e meia indecisos, caminho em busca de mim mesmo...
se vou me encontar? sei lá...a caminhada continua...

  Jahmatt Luz
  Coisas que acontecem e que, não devem e não podem passar em branco; Dentro de um õnibus
lotado, ouço de um mendigo agraciado por uma carona: " O que você escolheria, uma mar de rosas ou
uma mar de alegria?", todos riem do morimbundo, permaneço calado. Minha resposta...
  Escolheria uma mar de alegria, as rosas possuem espinhos...

  Jahmatt Luz
  Caminho sozinho pelas alamedas escuras - escuras por serem alamedas -, como companheiro
tenho o vento frio de inverno a acariciar minha fronte e, sempre a me lembrar: você não está só,
estou aqui, sinta minha presença...

  Jahmatt
  A inquietação toma conta, o caos se instala entre gritos...
  Tudo se revolta e eu, apenas observo...até quando?

  Jahmatt
  As pernas dependuradas me lembram que o sofá é pequeno mas, ao ouvir o vento frio agradeço; não só
pelo sofá no "dormitório" improvisado como também pelo cobertor que me aquece.
  O sono foge de mim e parece rir ao abraçar a outros, a cabeça dói - penso que devido aos olhos que
teimam em permanecer alertas na escuridão -.
  Os pensamentos e lembranças não me deixam bem como a solidão e a tristeza que, me enlaçam com abraços tão frios que caçoam do inverno.

  Jahmatt 2ª feira 03:00 am

Presença...

  Amanhece ensolarado, um sábado de inverno, ansioso me preparo; logo estarei com meus amores.
  O dia passa rápido demais mas, a noite me presenteia com uma presença muito desejada, ilusão,
sonho com uma noite sem fim mas, amanhece...
  O domingo frio me desperta, visto-me de preto - um presente - , não por luto; para receber uma companheira de muitos dias -  a tristeza - que, ao chegar me abraça e sussurra:
  "Voltei e te abraço sem alegria..."

  Jahmatt  2ª feira  02:00 am
  Frio, companheiro constante, ainda que se escondendo por trás de lampejos de
aparente calor e ainda assim, tão efêmero quanto...

  Jahmatt
  A areia grossa me remete ao passado recente, choro, sinto...
  Sentir, sensação única, eficaz no seu direito...
  Lembrar? Por que não, de lembranças também se vive, bem
  ou mal, deixa pra lá, estou vivo...

  Jahmatt
  Para frustração dos que se uniram para me destruir, por dentro e por fora, humanos e não humanos,
  EU ESTOU VIVO!

  Jahmatt

Enfim...

  Como um gotejar insistente feito objeto de tortura, a informação tine na minha mente a me lembrar
a cada instante...
  Enfim, a ficha caiu...
  Melancolia? Ah minha companheira constante...não posso ser injusto e esquecer as demais-depressão,
tristeza, solidão-todas muito próximas...
  Vago pelo espaço compreendido como o agora, porém vivenciando coisas passadas; "vicenciando"
apenaas no pensamento que, não me dá trégua, feito martelete a rugir contra a matéria bruta...mas,
  Enfim, a ficha caiu...
  Longa batalha, sem vitoriosos, apenas perdas; nem sei ao certo se "perdas", penso que "experiências"
cabem melhor no contexto.
  Noites mal dormidas, dias sem fim a não ser por artifícios...
  Lógica ou pemnsamentos esclarecedores, à tempo se extinguiram, resta apenas um olhar vazio-por
enquanto-,
  Enfim, a ficha caiu...
  Esperança jaz - alguém disse que era a última a morrer, contradição - dias melhores com certeza virão
para alguém...
  Eestou semi-acordado; amanhã? quem sabe...a solidão está aqui, agora, a meu lado a sussurar:
  Enfim a ficha caiu...

  Jahmatt

Ainda...

  Ainda que se queira esconder com as mãos a ferida, a dor arraigada lateja nos lembrando sempre
da sua presença,
  Dizem que o tempo cura...

  Ainda que se queira sorrir, o sorriso embotado não esconde a dor da perda; os olhos colaboram
nos delatando a cada piscada, feito um farol nas gélidas águas da solidão,
  Dizem que o tempo cura...

  Ainda que se queira chorar, não há mais tanta abundância de águas; a fonte mingua a cada dia como
se dissesse aos olhos já muito cansados: "Descansem, há ainda novos horizontes que precisam ser vistos",
  Dizem que o tempo cura...

  Ainda que se queira as mãos firmes, o tremor causado pelo descaso-dos outros e o prórpio por si mesmo- nos lembra que é necessário preparar-se para a próxima batalha...ah mãos firmes e decididas, onde se
perderam, em que momento?
  Dizem que o tempo cura...

  Ainda que se queira o controle dos pensamentos, as noites são intermináveis com pensamentos recorrentes
feito uma bigorna castigada pelas batidas do ferreiro,
  Dizem que o tempo cura...

  Ah tempo, apressa-te..saudades? Há muito a dizer...quem sabe com o tempo.

  Jahmatt

domingo, 10 de julho de 2011

Tudo estabelecido, nada concluido, apenas a vontade de ser e estar...já é alguma coisa...